• MINISTRO DE ESTADO APONTA PROGRESSOS DO PAÍS PÓS-INDEPENDÊNCIA


    O ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, destacou, esta quarta-feira, na província de Cabinda, os progressos alcançados pelo país, nos últimos anos, nos domínios socioeconómico, político, cultural e no plano externo.

    Ao discursar no acto central alusivo ao 65° aniversário do início da Luta Armada de Libertação Nacional, Francisco Pereira Furtado afirmou que os sinais dos compromissos assumidos no início do mandato do Presidente da República, João Lourenço, são visíveis a todos os níveis, com realce para a construção de diversas infraestruturas.

    No domínio da saúde, o governante sublinhou a construção de hospitais em diversas províncias do país, ao longo da actual legislatura.

    Referiu que as estatísticas demonstram que graças aos investimentos feitos, o Serviço Nacional de Saúde conta atualmente com 3.335 unidades sanitárias, contra as 320 existentes em 1975, altura da independência.

    Francisco Pereira Furtado disse que, até ao terceiro trimestre de 2025, o país tinha disponíveis 44 mil camas hospitalares, sendo 1.600 para cuidados intensivos.

    No domínio da protecção social, registou-se um considerável aumento do número de beneficiários, de transferências sociais monetárias, que passou de 610 mil 382, no primeiro trimestre de 2025, para os actuais mais de um milhão.

    Em relação ao número de familias assistidas com cesta basica passou de 23 mil 070 agregados para 93 mil 624.

    No domínio das infra-estruturas rodoviárias, habitação e serviços comunitários, o país registou grandes avanços, com impacto directo no bem-estar das famílias e das empresas.

    "Fruto da estabilidade política que o país vive há quase 24 anos, o Executivo tem uma visão do futuro do país, plasmado nas estratégias de longo prazo", perspectivou.

    Francisco Pereira Furtado recordou que o índice de desenvolvimento humano de Angola ultrapassou a região subsariana do continente e convergiu com a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.

    "Temos hoje um sistema de educação universal e duplicamos o número de anos de escolaridade" afirmou.

    Quanto à celebração do 4 de Fevereiro, o ministro de Estado reafirmou que a data simboliza a coragem e a determinação do povo que se levantou contra opressão colonial, afirmando o seu direito inalienável pela auto-determinação.

    Considerou essa acção heróica como a expressão mais clara da vontade dos angolanos de decidir o seu próprio destino, preservar a sua identidade, seus valores culturais, assim como construir com sacrifício uma nação soberana.
    O acto, que decorreu sob o lema"Preservando os valores da pátria, honremos os nossos heróis" , constitui uma acção de extrema importância para a afirmação de Angola independente.