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EMBAIXADOR SANDRO DE OLIVEIRA ENTREGA CARTAS CREDENCIAIS AO PRESIDENTE DO BOTSWANA DUMA BOKO

Governo 22-10-2026
CHEFE DE ESTADO PROPÕE SOLUÇÕES DIPLOMÁTICAS PARA CONFLITOS LIGADOS À ÁGUA

O Presidente da República, João Lourenço, considerou, esta quinta-feira, em Luanda, necessárias soluções políticas e diplomáticas para prevenir e resolver conflitos relacionados com a água em África, através do reforço da cooperação entre os países que partilham bacias hidrográficas.

Ao discursar na abertura da 4ª edição da Bienal de Luanda, Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não Violência, o Chefe de Estado salientou a importância da criação e operacionalização de comités e comissões de gestão transfronteiriça das bacias hidrográficas, como pilares da confiança mútua e da diplomacia preventiva.

João Lourenço exortou os chefes de Estado, líderes comunitários, jovens e cidadãos africanos a conjugarem a vontade política e a capacidade técnica em prol de uma governação da água justa, capaz de responder às necessidades das populações e prevenir tensões entre países vizinhos.

O estadista angolano manifestou a expectativa de que o encontro contribua para a elaboração de propostas concretas para o Pacto Continental sobre a Governação da Água e para a definição de um roteiro de acções com impacto duradouro na vida das populações africanas.

Segurança hídrica e alimentar

O Presidente da República considerou a segurança hídrica e a segurança alimentar duas dimensões inseparáveis, por entender que não existe soberania alimentar sem segurança hídrica.

Na sua intervenção, chamou a atenção para os efeitos das alterações climáticas, que provocam secas e inundações com consequências severas para as condições de vida das populações de diferentes regiões do continente.

João Lourenço salientou a necessidade de medidas nacionais, regionais e continentais para mitigar os efeitos dos fenómenos naturais, cuja frequência representa um desafio para o desenvolvimento sustentável e a segurança das comunidades.

Referiu que a prática de governação de Angola se orienta pelo princípio da boa vizinhança, considerado fundamental para prevenir tensões, promover a harmonia e assegurar um ambiente de paz, no qual as comunidades fronteiriças e os países possam ter acesso à água sem constrangimentos.

Neste contexto, afirmou que Angola, consciente da sua responsabilidade enquanto detentora de importantes recursos hídricos, pauta a sua actuação pelo princípio do uso equitativo da água e pelo respeito dos compromissos internacionais, com particular realce para o Protocolo Revisto da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) sobre os Cursos de Água Partilhados.

Financiamento climático

Durante a sua intervenção, o Chefe de Estado defendeu a união dos países africanos para exigir a desburocratização dos fluxos financeiros internacionais e a canalização prioritária de ajudas não reembolsáveis e de empréstimos concessionais em condições justas para a adaptação às alterações climáticas.

Segundo João Lourenço, o continente necessita de recursos financeiros para executar as prioridades nacionais e concretizar as estratégias definidas por cada país para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.

Noutra parte do seu discurso, o Presidente angolano saudou os 12 jovens líderes, representantes das cinco regiões de África, bem como os activistas e embaixadores da juventude africana para a paz, que participam no diálogo intergeracional da Bienal de Luanda.

Neste contexto, considerou este espaço uma oportunidade de intercâmbio entre a experiência e a serenidade dos líderes mais velhos e a energia transformadora, a criatividade e a audácia da juventude africana.

Sob o tema «Governação inclusiva, unir as gerações para garantir a disponibilidade sustentável da água e sistemas de saneamento seguros para alcançar os objectivos da Agenda 2063», o diálogo procura valorizar o contributo dos jovens para a gestão sustentável dos recursos hídricos.

João Lourenço apontou a possibilidade de os jovens africanos criarem empresas emergentes (startups) dedicadas às tecnologias de água e saneamento sustentável, bem como liderarem soluções de base comunitária e iniciativas de diplomacia preventiva e mediação de conflitos.

Papel da mulher africana

Na sua intervenção, o estadista prestou homenagem à mulher africana pelo papel que desempenha nos lares e nas comunidades rurais, onde assume responsabilidades fundamentais na gestão quotidiana da água, na protecção dos ecossistemas e na mobilização comunitária.

O Presidente da República considerou fundamental a presença das mulheres nos processos de tomada de decisão, no planeamento hídrico e nos mecanismos de prevenção de conflitos.

Para João Lourenço, a união entre mulheres e jovens constitui um factor importante para contrariar tendências de confrontação e prevenir conflitos de diferentes naturezas e causas.

Concertação continental

O Presidente da República considerou que o tema central da 4ª edição da Bienal de Luanda assume particular relevância por estar alinhado com o tema da União Africana para 2026.

Acrescentou que o encontro deve favorecer a concertação de ideias e a convergência de acções para a definição de um quadro de actuação colectiva de África, a apresentar na Conferência Mundial da Água das Nações Unidas, prevista para Dezembro deste ano.

Sob o lema “Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos”, a edição deste ano coloca no centro do debate a relação entre os recursos hídricos, a paz, a segurança e o desenvolvimento sustentável do continente.

O programa do primeiro dia prevê um diálogo intergeracional de alto nível sobre governação inclusiva, com a participação de chefes de Estado e de Governo, jovens líderes africanos e representantes da diáspora, seguido de um painel sobre água, paz e cooperação transfronteiriça.

A agenda inclui, igualmente, debates sobre a diplomacia da água, a integração regional e os mecanismos de prevenção e resolução de conflitos, com a participação de responsáveis governamentais, diplomatas e especialistas de vários países africanos.

Na sexta-feira, os trabalhos prosseguem com painéis sobre a participação comunitária na governação da água, os direitos humanos, as alterações climáticas, a migração, a resiliência climática e os investimentos em infra-estruturas hídricas e formação de capital humano.

A programação contempla ainda a análise de mecanismos de financiamento e de parcerias público-privadas para ampliar o acesso à água e ao saneamento, considerados factores essenciais para a saúde pública, a segurança alimentar e a estabilidade das comunidades.

A quarta edição termina com a adopção da Declaração da Bienal de Luanda 2026 e de um comunicado final da União Africana, da UNESCO e do Governo angolano

Fonte: ANGOP
Governo 22-10-2026
ANGOLA PARTICIPA NA CIMEIRA EXTRAORDINÁRIA DE CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA SADC

Ministro das Relações Exteriores, participou , na tarde desta quarta-feira, 21 de Outubro, em representação de Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola, na Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), realizada em formato virtual.

Sob o lema “Industrialização Resiliente, Sustentável e Inclusiva através do Desenvolvimento de Infra-estruturas, da Transformação Agrícola e de Minerais Críticos rumo a um Mundo Justo”, a reunião foi presidida por Sua Excelência Matamela Cyril Ramaphosa, Presidente da República da África do Sul e Presidente em exercício da SADC.

A agenda de trabalhos centrou-se no recrutamento para o preenchimento de cargos previstos no Tratado da SADC e na eleição do próximo Presidente do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança da Organização regional.
No quadro do preenchimento dos cargos, a Cimeira aprovou a nomeação da Senhora Treasure Thembisile Maphanga, do Reino de Eswatini, para o cargo de Secretária Executiva Adjunta da SADC para a Integração Regional.

A decisão resultou do processo de selecção conduzido pelo Secretariado da Organização, que culminou com a recomendação da candidata com a melhor classificação.
No domínio da cooperação política, da defesa e da segurança, a Cimeira elegeu o Reino do Lesoto para assumir a próxima Presidência do respectivo Órgão, após Angola ter retirado a sua candidatura, medida que ajudou a facilitar o processo de eleição e foi enaltecida pelos restantes Estados-Membros, que consideraram tratar-se de um gesto de irmandade e solidariedade.

Nesta conformidade, a República de Angola reafirmou a sua disponibilidade para apoiar os esforços regionais em prol da paz, da segurança e da estabilidade.

No mesmo contexto, Angola manifestou o seu compromisso de apoiar o Órgão e solicitou à Troika que acompanhe a situação política e de segurança na República Democrática do Congo, no âmbito do processo de paz liderado pela União Africana, bem como na República de Madagáscar.

A sessão culminou com a tomada de posse da nova Secretária Executiva Adjunta da SADC para a Integração Regional, no quadro das decisões adoptadas pelos Chefes de Estado e de Governo.

A Cimeira Extraordinária foi precedida pela Reunião do Conselho de Ministros da SADC, que preparou os assuntos submetidos à apreciação dos Chefes de Estado e de Governo, no quadro dos mecanismos de concertação e decisão da Organização.

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) é uma organização regional que promove a integração económica, a cooperação política e o desenvolvimento sustentável dos seus Estados-Membros, com particular atenção à paz, à segurança e à estabilidade na região da África Austral.

Fonte: MIREX
Governo 21-10-2026
ANGOLA PARTICIPA NA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO DE MINISTROS DA SADC

Ministro das Relações Exteriores, participou, na manhã desta quarta-feira, 21 de Outubro, em Luanda, na Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A reunião realizou-se em formato virtual e foi presidida por Sua Excelência Ronald Lamola, Ministro das Relações Internacionais e Cooperação da República da África do Sul e Presidente do Conselho de Ministros da SADC.

A agenda dos trabalhos centrou-se no recrutamento para o preenchimento dos cargos previstos no Tratado da SADC e a eleição do próximo Presidente do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança.

As conclusões da reunião serão submetidas à apreciação dos Chefes de Estado e de Governo da SADC, instância máxima de decisão da organização, responsável pela definição das orientações políticas gerais e das prioridades estratégicas da Comunidade.

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) foi criada a 17 de Agosto de 1992, em Windhoek, na Namíbia, e tem como principais objectivos promover o crescimento económico sustentável, a integração regional, a paz, a segurança e a melhoria da qualidade de vida das populações da África Austral.

A organização conta com 16 Estados-Membros e desenvolve a sua acção através de estruturas que asseguram a coordenação das políticas comuns e a execução dos programas regionais.

Neste quadro, o Conselho de Ministros desempenha um papel central na supervisão do funcionamento da organização, na análise da execução das políticas e dos programas aprovados e na preparação de recomendações à Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo.

A sua actividade abrange matérias de interesse estratégico para a região, com particular incidência na integração económica, na industrialização, no desenvolvimento das infra-estruturas, na segurança alimentar e energética e na cooperação política e de segurança.

Fonte: MIREX
Governo 21-10-2026
LUANDA ACOLHE A 6.ª EDIÇÃO DO AFRICA FINANCIAL SUMMIT (AFIS 2026)

Nos dias 3 e 4 de novembro de 2026, Luanda será o ponto de encontro de líderes e decisores do sector financeiro africano, ao acolher a sexta edição do Africa Financial Summit (AFIS 2026), um dos mais relevantes fóruns de reflexão sobre o futuro das finanças em África.

Organizado pelo Jeune Afrique Media Group, em parceria com a Corporação Financeira Internacional (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, o evento decorrerá sob o lema “Making Capital Count: Driving Growth Through African Finance”, centrando o debate na mobilização do capital africano para impulsionar o investimento, a criação de emprego e o crescimento económico sustentável.

A cimeira reunirá mais de 1 250 líderes e representantes do sector financeiro, incluindo 18 governadores de bancos centrais e oito ministros das Finanças, para debater os principais desafios e oportunidades de financiamento do continente.

Entre os temas em destaque estarão o apoio às micro, pequenas e médias empresas, o financiamento de infraestruturas, a transformação digital, a inclusão financeira, o desenvolvimento dos mercados de capitais e o reforço da integração financeira africana.
Pela primeira vez, o AFIS realiza-se na África Austral e num país de língua portuguesa, um marco que reforça o papel de Angola enquanto plataforma de diálogo, cooperação económica e promoção de novas oportunidades de investimento.

Ao acolher esta importante cimeira internacional, Angola reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento de um sector financeiro africano mais forte, integrado e capaz de contribuir para a transformação económica do continente.

Fonte: Sem fonte
Governo 20-10-2026
ANGOLA REITERA INTENÇÃO DE FORNECER ENERGIA À SADC

Angola reiterou sábado a intenção de fornecer energia eléctrica a países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), através do aproveitamento hidroeléctrico de Caculo Cabaça, anunciou sábado o ministro de Estado para Coordenação Económica, José Massano.

No final de uma visita ao empreendimento, situado no município de Cambambe, o governante afirmou que estão em curso estratégias para viabilizar a exportação de electricidade para países vizinhos, tendo em conta a capacidade de produção prevista.

Com uma execução física de 58 por cento, a obra tem prevista a entrada em funcionamento da primeira turbina em Junho de 2027, seguindo-se a activação das restantes três de forma faseada, segundo o responsável.

Iniciada em 2015, a construção do empreendimento integra uma central subterrânea e dois túneis de restituição com mais de cinco quilómetros de extensão.

A visita contou com a participação de representantes diplomáticos da República Democrática do Congo, da Zâmbia e da Namíbia, países interessados na partilha da rede eléctrica angolana.

O ministro das Minas e Energia da Namíbia, Modestus Amutse, manifestou interesse no projecto, considerando que a capacidade de produção prevista poderá beneficiar outros países da região.

Os embaixadores da Zâmbia e da República Democrática do Congo, Elias Munshya e Constantin Kalala, respectivamente, também destacaram a possibilidade de cooperação energética entre os países da região.

Por sua vez, o governador do Cuanza-Norte, João Diogo Gaspar, apontou a criação de postos de trabalho e os efeitos na actividade económica entre os impactos esperados do empreendimento.

Localizado no médio Kwanza, o Aproveitamento Hidroeléctrico de Caculo Cabaça é projectado para produzir 8.566 gigawatts-hora de energia por ano, segundo os dados constantes da informação sobre a obra, devendo contribuir para o abastecimento eléctrico nacional.

Fonte: ANGOP

botswana.mirex.gov.ao

SUA EXCELÊNCIA SANDRO RENATO AGOSTINHO DE OLIVEIRA



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